quinta-feira, dezembro 06, 2007

Euforia

Andei pelas ruas com pressa e medo que a chuva começasse a desabar enquanto eu não chegava em casa. Só pensei nos passos que faltavam e nas gotas que começavam a cair. E quando finalmente cheguei na escada ouvi o temporal, eu estava seca, salva da chuva.
Subi as escadas com certa euforia, pensei nele, sabia que o encontraria no quarto, mas quando entrei pela porta o vi na cozinha a lavar pratos. Ele estava sem camisa. Seus movimentos faziam perceber os músculos dos ombros. Como ele é belo! Eu o admiro profundamente.
Sem dizer palavras caminhei em sua direção, ansiosa para tocá-lo. Quando o alcancei beijei compulsivamente seu braço – ele permaneceu na mesma posição, pois tinha as mãos ocupadas com a esponja e o sabão – minhas mãos buscavam seu corpo freneticamente e minha única vontade era despi-lo das poucas roupas que ele usava. Em um desejo incontível virei seu corpo de frente para mim e insisti em seu abraço. Ele me abraçou e entendeu que meu desejo era tê-lo entregue. Ele se entregou. Instantaneamente seus lábios tornaram-se sensíveis à minha língua e seu sexo endureceu. Eu o peguei enquanto ele me despia, abaixei em sua frente e engoli saboreando seu enorme pênis preto. Lambi e beijei. Ele me puxou para cima e me apoiando na parede me penetrou, foi neste instante que senti sua virilidade latejando, nestas horas seus ombros tornaram-se mais belos ainda. Depois disso, trepamos de costas, de frente, de quatro, enfim, com muito prazer.
No fim, de joelhos no chão nos beijamos e nos abraçamos com a ternura dos que se possuem.