sábado, abril 28, 2007

O Estrangeiro

Às vezes me invade como o exército alemão marchando sobre Paris quando estou triste;
Às vezes é pura escuridão, em seu silêncio sagrado.
Às vezes é como fazer sexo num dia de chuva;

Às vezes são dez mil olhos me observando de todas as paredes;
Às vezes é só a TV;
Às vezes é cuspir ódio pela ascensão de um novo ditador no Congo;

Às vezes é desconfiança;
Às vezes é celebração;
E às vezes é dor;

Às vezes me procura como um braço decepado atrás do resto do corpo;
Às vezes me abandona como uma ex-dona de casa livre para a vida;
Às vezes me atrai como a inocência que atrai o pedófilo;

Às vezes são crisântemos amarelos;
Às vezes é uma orquídea;
Às vezes uma violeta que resplandece no outono;

Às vezes a fúria do rock’roll;
Às vezes a solidão de um blues;
Às vezes, o surrealismo de Lynch;

Às vezes eu quero esquecer;
Às vezes estou envolvido demais;
Às vezes são ruas escuras por onde me perco quando procuro por tua mão;

Toda noite a noite me diz que “isso” é apenas uma volta ao lar,
E eu carrego bombas com as quais destruirei monumentos,
Pois o lar para onde o “isso” da vida me leva
Leva muito tempo para alcançar.
Às vezes ele se parece com uma canção anarquista espanhola,
Outras vezes ele me vem como teu sorriso.
Às vezes é viver dentro de tudo e ter tudo existindo entro de mim.

quarta-feira, abril 18, 2007

Foi muito difícil ver
partir
o pequeno calor que
eu tinha.
O vermelho de todo o
meu corpo
virando amarelado de folhas
envelhecidas...
De repente, não mais que,
eu me vejo
esquecida na prateleira da
alucinação.
E tudo o que antes eu
Rezava
Agora vira praga.
Uma grande
Falta de vontade de ser
Vista e lida
As traças viraram
companheiras
Sentem prazer em me ver
Cumprimentam, sorriem e
comigo transam.
Triste, espero as mãos brancas,
Com punhos bonitos,
Tocarem novamente em
minha capa roída.
Quem sabe dessa vez
ele não
Esquece as novidades e
Me leva consigo?
Thalita Covre

segunda-feira, abril 09, 2007

Ensaio
Estréio
No ato
Que falho