Sete dias se passaram
Todos esperam a prova
Uma exatidão
Certificado de existência
Ou atestado de morte
Mas o impossível se move
Eterno
Ausente
Sete é para sempre
Vai fluindo descendo
Levantando
Ciclo
Círculos
Mistério
Nasceu em um dia dos sete
Sem um membro presente
Cresceu sem alcançar um número
O sucesso
É sincero
Para os que sentem
Sem caras
Para bater, vender
Sete é para sempre
Fernanda Tatagiba
quinta-feira, setembro 10, 2009
sábado, novembro 01, 2008
domingo, julho 06, 2008
quinta-feira, junho 26, 2008
quarta-feira, junho 18, 2008
Cegos
Salvação!
Aleluia! Aleluia!
Minhas ovelhas
Sejam boas, caridosas
Sejam os guardiões do intelecto humano.
Salvação, salvação!
Anjos, Santos e Deus,
Esse é o caminho a percorrer!
Ovelhas sigam-me como um rebanho!
Sou seu pastor e nada vos faltará!
Amém, Amém, Amém...
Somos seres sem pecados,
Somos iluminados!
Ao céu iremos pela estrada de ouro!
Podres, pobres de alma
São apenas um rebanho a caminho do abate
São ovelhas ignorantes a pastar!
Cegam-se á não observar os horrores,
Os horrores cujas ovelhas, bestas do apocalipse
Propõe a humanidade.
Essa é a salvação?
Fecha os olhos para o mal?
Criar o bem e mal?
Criar um ser único como replicas?
Vamos para as alturas
Observar, construir, amadurecer
Nunca criar conceitos, pré-conceito.
A salvação da humanidade
Será apenas a libertação das almas,
Das ovelhas a seguirem seus próprios caminhos
Há pensarem o que desejarem
A construir sem vaidade
Suplico, esqueçam a fé cristã!
Aleluia! Aleluia!
Minhas ovelhas
Sejam boas, caridosas
Sejam os guardiões do intelecto humano.
Salvação, salvação!
Anjos, Santos e Deus,
Esse é o caminho a percorrer!
Ovelhas sigam-me como um rebanho!
Sou seu pastor e nada vos faltará!
Amém, Amém, Amém...
Somos seres sem pecados,
Somos iluminados!
Ao céu iremos pela estrada de ouro!
Podres, pobres de alma
São apenas um rebanho a caminho do abate
São ovelhas ignorantes a pastar!
Cegam-se á não observar os horrores,
Os horrores cujas ovelhas, bestas do apocalipse
Propõe a humanidade.
Essa é a salvação?
Fecha os olhos para o mal?
Criar o bem e mal?
Criar um ser único como replicas?
Vamos para as alturas
Observar, construir, amadurecer
Nunca criar conceitos, pré-conceito.
A salvação da humanidade
Será apenas a libertação das almas,
Das ovelhas a seguirem seus próprios caminhos
Há pensarem o que desejarem
A construir sem vaidade
Suplico, esqueçam a fé cristã!
sexta-feira, junho 06, 2008
Mulher
Mulher
És musa de poetas, pecado, perdição
Alucinação em noites de solidão
Noites, eternas noites a perder-se
E encontrar-se.
Mulher
Que me traga como um mar em ressaca
Como a devassa meretriz que se entrega aos carinhos,
Que entorpece meu ser em seu suor tragado
Por minhas narinas, sugados em minha língua.
Mulher
És bela sim!
Dança como uma serpente a hipnotizar meu ser
Com tal delicia de uma fruta não conhecida
Provada, degustada e jamais esquecida.
Mulher
És irrelevante tua beleza
Seu próprio ser, pertence a leveza humana
Propaga todos os sentimentos
Angústia, ódio, desejo, gozo.
Mulher
Apenas seja o que és
Não existe questão física
O único desejo que procura um pobre poeta
É de mergulhar em seu infinito mar de sensações.
És musa de poetas, pecado, perdição
Alucinação em noites de solidão
Noites, eternas noites a perder-se
E encontrar-se.
Mulher
Que me traga como um mar em ressaca
Como a devassa meretriz que se entrega aos carinhos,
Que entorpece meu ser em seu suor tragado
Por minhas narinas, sugados em minha língua.
Mulher
És bela sim!
Dança como uma serpente a hipnotizar meu ser
Com tal delicia de uma fruta não conhecida
Provada, degustada e jamais esquecida.
Mulher
És irrelevante tua beleza
Seu próprio ser, pertence a leveza humana
Propaga todos os sentimentos
Angústia, ódio, desejo, gozo.
Mulher
Apenas seja o que és
Não existe questão física
O único desejo que procura um pobre poeta
É de mergulhar em seu infinito mar de sensações.
Me dê um sorriso
Olhe para mim e dê um sorriso!
Um leve sorriso cuja a imagem sempre é capturada por minha mente
Olhe para mim e dê um sorriso !
apaixonado, apavorado cujo olhar me trague por dentro de ti aprisionando-me
Olhe para mim e dê um sorriso !
apenas este matinal sorriso cuja vida traz luz aos meus olhos
Olhe para mim e dê um sorriso!
Aquele das noites eternas onde nos perdemos exaustos a dormir
Quero um sorriso, teu olhar
Para largar a saudade à distância.
Michel Gomes Costa
Um leve sorriso cuja a imagem sempre é capturada por minha mente
Olhe para mim e dê um sorriso !
apaixonado, apavorado cujo olhar me trague por dentro de ti aprisionando-me
Olhe para mim e dê um sorriso !
apenas este matinal sorriso cuja vida traz luz aos meus olhos
Olhe para mim e dê um sorriso!
Aquele das noites eternas onde nos perdemos exaustos a dormir
Quero um sorriso, teu olhar
Para largar a saudade à distância.
Michel Gomes Costa
Saciando a fome dos corpos
Quando ao normal se tornarem os batimentos cardíacos
Quando ao cessar dos beijos, das carícias e todas as mordidas
Quando as pálpebras retornarem, junto aos calores do corpo
È normal que uma fome venha com a intensidade de um gozo
E então, para o mimo da mulher amada, é preciso se aventurar
Em meios a panelas, temperos e uma boa massa a ser preparada
Não te preocupes! É simples saciar a fome dos corpos
Apenas é importante ter um espaguete, não se apegue a marcas
Pois o que é preciso é elaborar o gozo do paladar
Bastante alho- uma cabeça se possível- bem picadinho
Também é muito importante
Tenha sempre em casa um pouco de tomates secos
Manjericão, palmito e uma carne pronta a ser fatiada em bem pequenos pedaços
Uma grande panela é muito importante, com bastante água a ser posta no fogo alto
Então comece a picar os ingredientes: o alho, o tomate seco, o palmito, a carne E a retirar pétalas de manjericão
Que são como o frescor da pele de uma fêmea feliz
Quando ao término deste ritual, provavelmente a água estará a ferver
Como ferveu o sangue nos corpos após o colapso de sensações
Que provocaram suas fomes
Coloque o espaguete. Não os quebrem, apenas junte-os
No centro do ferver da água, como um pênis na vagina morna
E os deixem espalhar, como os corpos se espalham por toda área
Em outra panela junte o azeite em fogo baixo ao alho
Para que os aromas sejam dos corpos a se tocarem
Veja a consistência do espaguete que deve ser
O de uma leve mordidinha no clitóris, e por isso o chamamos de al'dente
Escorra a água, unte uma frigideira com margarina
Frite os pacinhos da carne até que se tenha a consistência dos grades lábios genitais
E neste momento junte à carne o tomate seco, o palmito e, se possível, um pouquinho de açafrão
Então o sândalo se espalha pela casa
Adicione o espaguete a essa mistura de ardentes corpos
Junte o alho com o azeite sobre a massa e, por fim
As pétalas de manjericão que possuem o formato dos pequenos lábios
Prove o sal, não mais que o suor dela é o suficiente
Surpreenda-a com um bom vinho
Vinho esse que procura se livrar de sua prisão
Invadir todas as papilas gustativas de nossas línguas
Encantar-nos e embriagar-nos, felizes
E sinta os orgasmos novamente, teu e de tua parceira.
Michel Gomes Costa
Quando ao cessar dos beijos, das carícias e todas as mordidas
Quando as pálpebras retornarem, junto aos calores do corpo
È normal que uma fome venha com a intensidade de um gozo
E então, para o mimo da mulher amada, é preciso se aventurar
Em meios a panelas, temperos e uma boa massa a ser preparada
Não te preocupes! É simples saciar a fome dos corpos
Apenas é importante ter um espaguete, não se apegue a marcas
Pois o que é preciso é elaborar o gozo do paladar
Bastante alho- uma cabeça se possível- bem picadinho
Também é muito importante
Tenha sempre em casa um pouco de tomates secos
Manjericão, palmito e uma carne pronta a ser fatiada em bem pequenos pedaços
Uma grande panela é muito importante, com bastante água a ser posta no fogo alto
Então comece a picar os ingredientes: o alho, o tomate seco, o palmito, a carne E a retirar pétalas de manjericão
Que são como o frescor da pele de uma fêmea feliz
Quando ao término deste ritual, provavelmente a água estará a ferver
Como ferveu o sangue nos corpos após o colapso de sensações
Que provocaram suas fomes
Coloque o espaguete. Não os quebrem, apenas junte-os
No centro do ferver da água, como um pênis na vagina morna
E os deixem espalhar, como os corpos se espalham por toda área
Em outra panela junte o azeite em fogo baixo ao alho
Para que os aromas sejam dos corpos a se tocarem
Veja a consistência do espaguete que deve ser
O de uma leve mordidinha no clitóris, e por isso o chamamos de al'dente
Escorra a água, unte uma frigideira com margarina
Frite os pacinhos da carne até que se tenha a consistência dos grades lábios genitais
E neste momento junte à carne o tomate seco, o palmito e, se possível, um pouquinho de açafrão
Então o sândalo se espalha pela casa
Adicione o espaguete a essa mistura de ardentes corpos
Junte o alho com o azeite sobre a massa e, por fim
As pétalas de manjericão que possuem o formato dos pequenos lábios
Prove o sal, não mais que o suor dela é o suficiente
Surpreenda-a com um bom vinho
Vinho esse que procura se livrar de sua prisão
Invadir todas as papilas gustativas de nossas línguas
Encantar-nos e embriagar-nos, felizes
E sinta os orgasmos novamente, teu e de tua parceira.
Michel Gomes Costa
sexta-feira, maio 02, 2008
Os Mundos de Gelo
Silêncio, Silêncio e, de novo, o Silêncio.
Silêncio em sua forma profana,
Silêncio, e depois marcas em um tom cinza alucinado,
Marcas que passam, asas cinzas,
Percorrendo distâncias inescrutáveis no silêncio,
Distâncias estas que fazem os olhos
Deslizarem, saltarem
E buscarem a velocidade da luz para acompanharem
Os pássaros cinzas do Vazio, e então vem o Silêncio
Em sua pose demoníaca,
E os olhos já não mais enxergam
Pois não podem olhar dentro do vazio,
Então é ele, o Vazio,
Quem nos espreita em sua solidão
Mascarando-se de imagem perfeita.
Mas é Vazio, Vazio e Silêncio,
Vazios silenciosos que se espalham;
Na iminência de um orgasmo silencioso,
A sombra branca nos chama,
Seu frio é capaz de assombrar o nosso frágil coração,
Então são esses os mundos de gelo,
Espaços de silêncio e frio, inabitados,
Preenchidos pelo Vazio na forma que damos a ele,
Um rosto ou corpos nus e ardentes,
Seja o que for que pintem nesta tela,É doloroso descrever a paisagem desolada de um espelho.
Silêncio em sua forma profana,
Silêncio, e depois marcas em um tom cinza alucinado,
Marcas que passam, asas cinzas,
Percorrendo distâncias inescrutáveis no silêncio,
Distâncias estas que fazem os olhos
Deslizarem, saltarem
E buscarem a velocidade da luz para acompanharem
Os pássaros cinzas do Vazio, e então vem o Silêncio
Em sua pose demoníaca,
E os olhos já não mais enxergam
Pois não podem olhar dentro do vazio,
Então é ele, o Vazio,
Quem nos espreita em sua solidão
Mascarando-se de imagem perfeita.
Mas é Vazio, Vazio e Silêncio,
Vazios silenciosos que se espalham;
Na iminência de um orgasmo silencioso,
A sombra branca nos chama,
Seu frio é capaz de assombrar o nosso frágil coração,
Então são esses os mundos de gelo,
Espaços de silêncio e frio, inabitados,
Preenchidos pelo Vazio na forma que damos a ele,
Um rosto ou corpos nus e ardentes,
Seja o que for que pintem nesta tela,É doloroso descrever a paisagem desolada de um espelho.
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