sexta-feira, maio 02, 2008

Os Mundos de Gelo

Silêncio, Silêncio e, de novo, o Silêncio.
Silêncio em sua forma profana,
Silêncio, e depois marcas em um tom cinza alucinado,
Marcas que passam, asas cinzas,
Percorrendo distâncias inescrutáveis no silêncio,
Distâncias estas que fazem os olhos
Deslizarem, saltarem
E buscarem a velocidade da luz para acompanharem
Os pássaros cinzas do Vazio, e então vem o Silêncio
Em sua pose demoníaca,
E os olhos já não mais enxergam
Pois não podem olhar dentro do vazio,
Então é ele, o Vazio,
Quem nos espreita em sua solidão
Mascarando-se de imagem perfeita.
Mas é Vazio, Vazio e Silêncio,
Vazios silenciosos que se espalham;
Na iminência de um orgasmo silencioso,
A sombra branca nos chama,
Seu frio é capaz de assombrar o nosso frágil coração,
Então são esses os mundos de gelo,
Espaços de silêncio e frio, inabitados,
Preenchidos pelo Vazio na forma que damos a ele,
Um rosto ou corpos nus e ardentes,
Seja o que for que pintem nesta tela,É doloroso descrever a paisagem desolada de um espelho.

Um comentário:

Anônimo disse...

Por vezes procuro esse mundo, onde me encontro com meu próprio ser e assim me vejo perplexo em um espelho, como sou e os medos que me aparecem na face, fico então, face a face sem disfarce com meu próprio ser.
Gosto do silêncio, pois um orgasmo se aventura em sentimentos, de aventuras, da ânsia que procuro.
Gostei, achei algo bem profundo devo lê-lo por mais vezes para poder degustar melhor.