Pássaros inconscientes
Sobrevoam bêbados
Pela
Minha cabeça e dizem:
Está tudo bem.
E eu sei que não está.
Traumas amassados
Inacabados e
Insólitos
Lambem-me a meia noite
E dizem:
Está na hora de saltar!
E eu sei que ainda não.
Encolho-me à casca
Recolho as asas
E ele passa.
Borboletas cheias de
Cicatrizes
Oferecem – me drinks,
Cegam- me a realidade
E dizem:
Nós te amamos!
E eu sei que ninguém ama
Atormentados
Nem bêbados
Nem santos
Nem diabos
Pois os olhos largos percebem
A voz sumida,
De uma boca regular, paralisada.
Ensaio
Trajetos
Gestos
Falas
E então digo: sim, essa é a hora!
Mas o salão está vazio.
2 comentários:
Ainda bem que temos esses insetos de cor lilás pra nos enfeitar os pesadelos, né? eu sei do que vc tá falando, sei mesmo moça.
Que comentário fazer para uma escrita cada vez mais apurada? Não tenho se quer folego diante deste seu post, cara amada. Só posso te dizer que adoro o que escreves, e que esperaria por cada livro seu!
Postar um comentário